Enquanto o Senado se omite e Alcolumbre segura o impeachment, o nosso Congresso só sabe falar, mas não se move. Enquanto isso, Gilmar Mendes testa os limites, porque sabe que a turma só faz teatro.
Por isso, é preciso acabar com essas decisões e respeitar a competência do TSE. O mínimo de que o Brasil precisa é ter três Poderes, e não um tribunal que legisla, executa, julga e, agora, apura urnas. Enquanto Moraes permanecer no centro desse arranjo, a justiça continuará imersa na lama.
Michelle não pode mostrar a sua vida ao lado de Bolsonaro, mas Gilmar Mendes libera o Bolsa Família. Seletividade não é falha: é o sistema.
E pensar que tudo isto começou com o ministro Benedito Gonçalves, que usou de futurologia teratológica para cassar o deputado federal mais votado do Paraná, sem qualquer base na Lei da Ficha Limpa. “Missão dada é missão cumprida”. No caso de Michelle, foi a pedido de Erika Kokay; no de Deltan, a pedido de Gleisi Hoffmann. Ou seja: há sempre um dedo petista por trás.
Enquanto isso, Bolsonaro continua em prisão domiciliar e não pode participar das eleições. “O circo está montado”.
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