O avanço da direita no Senado e na Câmara Federal criou um cenário político favorável à aprovação de uma agenda econômica hoje defendida por Flávio Bolsonaro. A proposta prevê crescimento do Brasil entre 2% e 4% ao ano, de 2027 a 2030, com responsabilidade fiscal, redução da máquina pública e concessões robustas em infraestrutura.
O novo Congresso já representa uma mudança na correlação de forças. O PL elegeu 101 deputados federais e, considerando partidos alinhados à direita, o bloco chega a 283 parlamentares. No Senado, a direita soma 41 de 81 cadeiras. O PL, sozinho, elegeu 19 dos 54 senadores.
A ida de Flávio ao segundo turno repercutiu forte no mercado. A Bolsa chegou a 209.605 pontos, com alta de 9%, enquanto o dólar recuou, chegando a R$ 4,953 e encerrando o dia em R$ 5,001, queda de 4,13%.
O desafio agora é reduzir juros, estimular investimentos e ampliar o fluxo de capitais nacionais e estrangeiros. Já no dia 7, o Novo formalizou apoio a Flávio. Deltan Dallagnol também defendeu que não haverá anistia para ministros do STF que tenham cometido abusos no exercício do cargo.
A direita trabalha para ampliar sua base no segundo turno, buscando apoio de partidos de centro, governadores e eleitores dos candidatos derrotados. O apoio de Tarcísio será estratégico para aproximar o Republicanos.
Com 47,03% dos votos, Flávio entra na segunda etapa com espaço para ampliar sua coalizão. Se transformar parte dos votos dos adversários em apoio efetivo, a direita poderá consolidar uma nova maioria política no Congresso e, nas urnas, decretar o fim da era do PT.
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