Ataque à liberdade de Imprensa.


​A operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes contra uma fonte do jornalista maranhense Luís Pablo é uma afronta à liberdade de imprensa e do jornalista, sendo que essa briga entre o jornalista e o ministro Flávio Dino já vem desde 2016, quando o ministro era governador do estado.
​Em março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes autorizou uma operação de busca e apreensão na residência do jornalista, com apreensão de celulares, computadores e outros equipamentos.
​Após análise do material apreendido, a Polícia Federal levou a identificar Raimundo Soares Cutrim como uma das fontes do jornalista.
​Raimundo Soares Cutrim é ex-deputado estadual, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão.
​Essa ação de 11 de agosto foi contra Cutrim, com alegações de que o ex-secretário teria repassado ao jornalista informações sobre Flávio Dino, onde o fundo de pano é a disputa política entre os grupos de Dino e Brandão.
​O ministro Alexandre de Moraes colocou novamente o STF no centro de uma nova crise, dessa vez por avançar novamente contra a liberdade de expressão e de imprensa.
​A decisão do ministro Moraes abre um precedente extremamente perigoso e ilegal, ferindo de morte o sagrado direito de preservação da fonte para o jornalismo.
​Essa forma vil de intimidar toda a imprensa nacional, por causa de o jornalista preservar suas fontes, mostra o caminho perigoso para a democracia brasileira.
​A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) mostraram profunda preocupação com a decisão do ministro Moraes.
​Ações judiciais que quebram o sigilo da fonte não têm amparo constitucional e abrem precedentes que ameaçam a liberdade de imprensa, amparada pela Constituição de 1988.
​O artigo 5º, inciso XIV, diz taxativamente que é “resguardado o sigilo da fonte quando necessário para o exercício profissional”.
​Casos de questionamentos e reportagens devem ser tratados dentro da lei, que prevê direito de resposta e indenizações.
​A violação do sigilo profissional e de suas fontes leva a intimidações contra a imprensa e que não condizem com o “Estado Democrático de Direito” e o livre exercício do jornalismo.
​O STF vem escalando na transformação do Brasil em um Estado policial.
​Essa busca e apreensão contra as fontes dos jornalistas é mais uma operação contra a nossa democracia e a nossa liberdade de expressão.

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