Uma eleição presidencial nunca é vencida por um candidato que seria o melhor nome do grupo, mas é vencida por um candidato que consegue convencer pessoas que não fazem parte da sua ideologia, pois o compromisso da família sempre foi diferente, e a nossa direita quer preservar o comando em torno de um nome que representa Jair Bolsonaro.
A direita peca muito em não analisar a própria identidade política que, por ser limitante, torna a disputa difícil, pois não consegue agregar a própria base e, principalmente, ampliá-la.
A direita pagou um preço alto ao deixar a esquerda voltar ao poder, pois a escolha do vice-presidente, o General Braga Neto, não agregou em nada, e agora pode estar repetindo o mesmo erro ao não sentar todos os candidatos da direita na mesma mesa e ter um objetivo claro, que é derrotar o PT.
Só em parte a direita mostra força no Senado, onde na amostragem identificou 61 candidatos favoráveis ao impeachment de ministros do STF, entre os 331 candidatos que disputam as 54 cadeiras na eleição de 2026.
Hoje, Alexandre de Moraes é o ministro com o maior número de registros, onde 42 candidatos mostram apoio ao seu impeachment; depois aparece Dias Toffoli, com 17, e Gilmar Mendes, com 10 registros entre os candidatos ao Senado.
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