Disparada das Contas Básicas


​O aumento da energia elétrica e dos alimentos básicos volta a pressionar o bolso da população brasileira. A inflação do mês ficou em 0,41%, sendo que o grupo de alimentação e bebidas foi responsável por dois terços desse índice.
​O brasileiro está sentindo na pele a alta no custo de vida. A energia elétrica, por exemplo, subiu 2,04%, gerando o maior impacto individual sobre a inflação de junho.
​Nos supermercados, itens essenciais pesaram muito no orçamento das famílias. Altas expressivas na cebola, no tomate, no feijão e na batata-inglesa mostram que a pressão sobre os alimentos não se limita a apenas um mês, mas se estende ao longo do primeiro semestre do ano.
​Além disso, as passagens aéreas subiram 7,24% e os produtos de higiene pessoal aumentaram 1,03%. Por outro lado, os combustíveis recuaram 1,22%. Ainda assim, o acumulado da inflação foi pressionado para 4,80%, superando o teto da meta previsto, que era de 4,5%. Entre as regiões analisadas, Brasília registrou a maior inflação do mês, com alta de 0,93%.
​Esse cenário reflete a perda do poder de compra da moeda brasileira, com o custo de vida subindo em todas as capitais. Para piorar o cenário econômico, o empreendedor — que merece crescer e não ser punido — produz hoje no Brasil sem nenhuma margem de segurança. Com a dívida pública projetada em 93,3% do PIB, fica a pergunta: quem aguenta uma projeção da taxa Selic a 14%?

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