O Brasil, mais uma vez, ficou estarrecido com mais uma decisão absurda do ministro Alexandre de Moraes ao proibir que o ex-presidente Bolsonaro receba visitas por 30 dias.
Essa decisão de Alexandre de Moraes, de proibir Bolsonaro de receber visitas e de utilizar redes sociais por suposta coação, é mais um absurdo, pois a carta de Flávio não tem nada a ver com o STF.
Imaginar que essa decisão do ministro busca justiça e salvaguardar a nossa democracia mostra uma cegueira deliberada, pois o próprio Alexandre não faz questão de parecer neutro e mostra em suas decisões o caráter político das sanções dirigidas ao ex-presidente e ao seu grupo.
Ao proibir o ex-presidente Bolsonaro de receber visitas ou divulgar manifestações eleitorais, inclusive por cartas, o ministro tenta justificar-se na sua condenação por crime de golpe, mostrando que ele expande o alcance da restrição legal. Hoje, qualquer estudante de Direito sabe que a suspensão de direitos políticos se limita a privar o cidadão de votar e de ser votado.
Não podemos esquecer que a decisão de julho de 2025 havia sido fixada sobre a premissa de que as redes sociais do ex-presidente seriam usadas para coagir o STF. Mas, uma vez encerrada a instrução, com o processo transitado em julgado e o réu em cumprimento de pena, esse argumento cautelar perde sustentação lógica.
Podemos observar que essa insistência em restrições desproporcionais revela que o ministro tem um objetivo claro: tentar sufocar o movimento político do bolsonarismo, mostrando que Moraes repete, no STF, o papel decisivo que teve nas eleições de 2022, quando estava na presidência do TSE.
Ao tentar interferir na campanha de 2026, o ministro dá um passo adicional na mais grave concentração de poder da história da política brasileira. Essa intensificação e exibição ostensiva do arbítrio têm um nome: o desrespeito aos limites constitucionais. Essa demonstração de força do ministro dificulta o contraditório e revela índices cada vez mais elevados de exceção.
Nossa elite política tem aceitado quieta esses abusos por conveniência eleitoral. Afinal, o que antes era impensável hoje passa a ser aceito e, pior, vai sendo institucionalizado; assim, decisão após decisão, o arbítrio passa a ser a nova norma.
Mas tudo isso ocorre para tentar impedir que Bolsonaro demonstre sua força política na eleição de 2026. O Brasil precisa urgentemente de novos caminhos, com novas lideranças políticas e uma mudança na estrutura do nosso Judiciário.
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