Por mais que o governo Lula apoie o governo chinês, emitir títulos de dívida pública em Yuan (moeda chinesa) é mais uma tentativa de desdolarização da economia brasileira. Essa ideia do governo petista começou no primeiro mês de 2023, para se ter uma moeda comum para os países do BRICS.
A ideia do governo brasileiro já vem de tempos, onde o Tesouro Nacional já informava que iria adaptar a sua atuação para estar alinhado com as melhores práticas de gestão de dívida.
Há um ano, Rogério Ceron já reforçava a ideia de emissão de títulos na moeda chinesa com a intenção de utilizar “Panda Bonds”, como são chamados os títulos emitidos por países em moeda chinesa.
No Brasil, temos hoje a Suzano Celulose e Papel, que lançou esse tipo de operação ao colocar 960 milhões em títulos em moeda chinesa.
Hoje a China é um grande parceiro comercial do Brasil, mostrando que a emissão em Yuan não é um caso isolado, mas uma estratégia do governo Lula em ampliar acordos com governos socialistas. Só que o Yuan tem menos liquidez que o dólar e pequena participação no mercado financeiro, o que torna a moeda chinesa um risco.
Todo cuidado é pouco para o Brasil ao confiar na moeda chinesa.
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