Com a decisão do governo americano de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, repercute uma derrota para o governo do presidente Lula.
Hoje, no Brasil, um quarto da população vive em áreas dominadas por facções; pessoas que não possuem soberania nem dentro de suas próprias casas. Um governo que não tem controle sobre seu próprio território, que não controla nem as cadeias, com certeza é conivente com o crime organizado.
Essa decisão do governo americano é uma derrota política e diplomática para o governo Lula; dependendo de como o governo brasileiro reagir, pode ser interpretado como se estivesse defendendo o crime.
A decisão dos EUA deixa o governo num “zugzwang”, termo do xadrez em que um jogador é forçado a fazer um movimento, mas qualquer lance piorará sua posição.
A partir de 5 de junho, as facções criminosas PCC e Comando Vermelho serão classificadas como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. A segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. O crime organizado é um mal que deve ser combatido.
Com certeza, essa decisão terá repercussão na segurança pública, o que será polêmico nas eleições presidenciais brasileiras.
Hoje, o Comando Vermelho opera em 8 países sul-americanos e controla rotas estratégicas de tráfico, além de fornecer logística para as remessas internacionais.
Hoje, o PCC e o CV não são meros “problemas de segurança pública brasileiros”: eles são ameaças à segurança regional e global.
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