O Novo está coligado, ou em vias de se coligar com o PL nos principais estados brasileiros. Em SP ainda é um problema porque o PL não sabe o que quer na cidade que abandonou e no estado em que fez milhões de votos. Mas em geral, a dobradinha Novo/PL promete sair vencedora onde tem se juntado.
RS, SC e PR (desculpe, mas o Sul é o meu Brasil) é o sinal de que a união entre a direita liberal e a centro-direita pode funcionar bem e até governar de verdade.
No âmbito federal, a coisa resiste. Mas mesmo que não venha a coligação e Zema não seja o vice – objetivamente, o Novo tem pouco a contribuir para a campanha do Flavio,em termos de fundo, tempo de tv e infraestrutura no interior dos estados – a dobradinha está muito bem montada, com ambos disputando a presidência contra Lula. Ou alguém duvida de que o Zema será o Padre Kelmon do Flávio?
Alguém precisará falar o que Flávio não pode e nem o PL bater em candidatos do Novo. Good cop, bad cop. É até manjado. E depois o Zeminha virando ministro para desespero da direita sem fronteiras.
A única coisa realmente inovadora nisso é justamente o Zema ser o cara que fala grosso enquanto um Bolsonaro faz o good cop e play nice.
É até divertido.
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