A Republica das Comadres

Soberania para Ditadores, Intervenção para as Instituições
​Enquanto o governo Lula corre para o cenário internacional para chorar a “soberania” de uma ditadura vizinha, aqui dentro ele patrocina o linchamento da autonomia técnica. É a hipocrisia elevada ao grau máximo: o Itamaraty grita contra os EUA, enquanto o TCU e o STF silenciam o Banco Central para proteger interesses que a República ainda não teve coragem de explicar.
​O Golpe contra o Banco Central
​O que o TCU está fazendo com o Banco Central no caso do Banco Master não é fiscalização; é invasão de competência. Pela primeira vez na história, querem atropelar o rigor técnico do órgão regulador para abrir a “caixa-preta” de uma liquidação que incomoda os poderosos.
​Onde está o limite? Se o BC não tem mais a última palavra sobre o sistema financeiro, quem tem?
​A resposta é assustadora: o controle agora está nas mãos de quem tem as melhores “conexões” em Brasília.
​O Silêncio Encomendado e o “Esquema Master”
​É vergonhoso o silêncio do Congresso Nacional. Onde está a CPI do Banco Master?
​A imprensa revela contratos milionários da esposa de Ministro do STF com o banco.
​A imprensa revela encontros fora da agenda entre juízes e banqueiros.
​E o que o governo faz? Usa o TCU para emparedar o Banco Central e gerar uma insegurança jurídica total.
​Para o governo, a prisão de um ditador é “precedente perigoso”, mas destruir a credibilidade do nosso sistema financeiro em troca de favores políticos parece ser apenas “negócio de Estado”.
​O Brasil virou terra de ninguém
​O mercado forte não sobrevive ao aparelhamento. O investidor sério não coloca dinheiro onde o Tribunal de Contas pode revogar tecnicalidades bancárias para salvar aliados.
Enquanto Lula se preocupa com a fronteira de Roraima, a verdadeira fronteira da nossa democracia — a separação dos poderes e a autonomia técnica — está sendo invadida por dentro.
​Basta de teatro internacional! O Brasil exige transparência interna e o fim da interferência política no Banco Central. Ocupem-se do Master, ou o silêncio confirmará a cumplicidade.

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