Schopenhauer descreveu em “A Arte de Ter Razão” como recurso do derrotado, é a confissão de derrota travestida de antecipação sarcástica. Mas o problema real da política, e é o que torna a peça um auto-ataque irreparável. A palavra “liberal” em inglês político americano não significa o que você fingiu que significa pra montar a armadilha. Em inglês americano, “liberal” significa esquerda progressista, é o termo que se aplica ao Partido Democrata, ao Bernie Sanders, ao Obama. Quando a manchete americana chama Lula de “Brazil’s liberal President”, está dizendo, na régua americana, “presidente esquerdista do Brasil”, e isso é exatamente o que ele é. É vocabulário de primeiro semestre de ciência política em qualquer universidade séria. O próprio Hayek, em “Por que não sou conservador”, escreveu a famosa página reclamando da apropriação americana da palavra “liberal” pela esquerda. qualquer leitor sério de Hayek, Mises, Nozick, Sowell sabe disso, porque é precisamente sobre essa diferença terminológica que toda a literatura austríaca dos últimos cem anos foi construída. Só engana quem nunca abriu um manual de Political Science, e ainda riu sozinho da própria armadilha antes do público perceber que a piada está errada na premissa. E no fim, fica o registro permanente, em letra de forma, em arquivo público de imprensa especializada, do que vai te perseguir pelo resto da vida pública independente do cargo que voce ocupa hoje: o escândalo do Master. Você pode debochar de polonês, pode caçoar de javanês, pode apresentar Dugin como filósofo no canal próprio, mas a verdade sempre aparece.
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