Pedágios: O confisco oficial do direito de ir e vir.


O governo Eduardo Leite empurra goela abaixo do povo gaúcho um dos projetos mais injustos e socialmente cruéis da história recente do Rio Grande do Sul: a implantação de mais de 50 novos pedágios, via sistema free flow. Isso não é modernização. É saque institucionalizado.
Sob o verniz tecnocrático da “eficiência”, o que se instala é um cerco econômico contra trabalhadores, comerciantes, estudantes e famílias inteiras que dependem das rodovias para viver. O Bloco 1 das concessões transforma o Vale dos Sinos e o Vale do Caí em territórios tarifados, onde circular passa a ser privilégio de quem pode pagar.
Em algumas praças, os aumentos ultrapassam 400%. É extorsão oficial. O custo explode no transporte de cargas, encarece alimentos, pressiona a inflação e corrói o poder de compra de quem já vive no limite. O impacto não é futuro — é imediato.
Hospitais ficam mais distantes. Escolas se tornam menos acessíveis. Pequenos negócios perdem clientes. Municípios são isolados. E, como sempre, as vias municipais viram rota de fuga do pedágio, sendo destruídas sem que o Estado assuma a conta. O prejuízo fica com as prefeituras. O lucro, com as concessionárias.
Não houve escuta popular real. Não houve transparência. Não houve respeito. Houve imposição. Um governo que escolhe proteger contratos e arrecadação enquanto abandona o povo à própria sorte.
Pedágio não é imposto neutro. É regressivo, injusto e seletivo. Penaliza quem trabalha e beneficia quem especula. Transforma o direito constitucional de ir e vir em mercadoria.
Isso não é gestão.
Isso é arrocho.
Isso é covardia social.
O Rio Grande do Sul não pode aceitar calado mais esse ataque. Quem se cala consente. Quem aceita hoje, paga o dobro amanhã.
Pedágio não.
Exploração não.
O povo não é caixa eletrônico de governo.

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