A pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência pelo Partido Social Democrático (PSD) não é um gesto de coragem — é um erro político grave.
Num momento em que o país exige responsabilidade, insistir em mais uma candidatura é, na prática, jogar contra qualquer chance real de mudança. É alimentar a divisão e trabalhar, objetivamente, para manter Luiz Inácio Lula da Silva no poder.
Não adianta discurso bonito. A realidade é simples: quem divide esse campo político hoje está ajudando o adversário.
E não para por aí. Em vez de somar, divide. Em vez de construir, disputa. Em vez de pensar no Brasil, pensa no próprio projeto.
Isso não é estratégia. Isso é vaidade.
O Partido dos Trabalhadores (PT) não precisa fazer esforço nenhum diante desse cenário. A oposição está fazendo o trabalho por eles se enfraquecendo sozinha, brigando internamente e se afastando da realidade da população.
E o povo? O povo segue esperando segurança, emprego, estabilidade. Segue esperando liderança de verdade — algo que está em falta.
É preciso dizer com todas as letras: lançar candidatura sem viabilidade, neste momento, não é ousadia. É irresponsabilidade.
Quem quer, de fato, mudar o Brasil, precisa ter grandeza para abrir mão do ego e construir algo maior. O resto é só repetição dos erros que já levaram à derrota.
E se insistirem nisso, depois não adianta reclamar do resultado.
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